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Póvoa de Rio de Moinhos

Póvoa de Rio de Moinhos inicialmente denominada Popula Póvoa, esta freguesia encontra-se a cerca de dezoito quilómetros da sede do concelho.

Póvoa de Rio de Moinhos terá sido terra de muitos moinhos, por isso a freguesia assumiria especial preponderância nas actividades ligadas à moagem e às pescas.

Foi a partir do quarto milénio a.C. dessa altura que começaram a chegar à Península Ibérica povos de origem mediterrânica, que introduziram a agricultura e a pastorícia.

Ao mesmo tempo, desenvolve-se em todo o País o megalitismo - a primeira manifestação material do Neolítico na Europa- eram monumentos funerários, nos quais realizavam cerimónias religiosas e sepultavam os mortos.

Apesar o seu povoamento remontar ao período pré-romano, a freguesia encontrava-se despovoada aquando da Reconquista Cristã. Para repovoar um território que poderia ter uma importante função defensiva para o futuro de Portugal, D. Afonso III doou-o à Ordem dos Templários, que doravante procuraram trazer população para terras até então incultas.

Póvoa de Rio de Moinhos foi um curato anexo à vigairaria de S. Vicente da Beira l. A nível administrativo, pertenceu a este concelho até 1871, passando então para o de Castelo Branco.

Em termos patrimoniais, temos a arquitectura erudita, na qual se incluem solares e casas brasonadas.

Actividades económicas:

  • Esta aldeia, está sobretudo virada para a agricultura.
  • O azeite e a cortiça são aqui dois dos produtos mais importantes a nível económico.
  • A pecuária representa também fatia importante das finanças das populações locais.

Património Cultural:

  • Portado da renascença
  • Chafariz com carranca
  • Escudo Real dos primeiros reis até Afonso III (1279) e cruz da Ordem de Calatrava, na casa do Sr. Francisco Antunes da Cruz.

Gastronomia:

  • Fritada
  • Ensopado de borrego
  • Cavacas

Doçaria:

  • Borrachões
  • Pão de Ló
  • Bolo de Páscoa
  • Biscoitos de Azeite

Festas e Romarias:

  • Nossa Senhora da encarnação (Segunda-feira de Páscoa)
  • São Lourenço (15 e 16 de Agosto)

Mercados:

  • 3º Sábado de cada mês

A feira anual, no segundo domingo de Outubro, traz à freguesia uma componente de grande alegria e entusiasmo a nível comercial.

Curiosas tradições desta região: são as alvíssaras, ou seja, a encomenda das almas pela época da Páscoa.